sábado, 2 de abril de 2011

Pisando Fundo #002

Com muito atraso, mas antes tarde do que nunca, ?

Massa tem de melhorar

Divulgação

Amigos, a vitória de Vettel, da Red Bull, foi incontestável. Mas o que chamou a atenção foi a diferença de desempenho entre Felipe Massa e seu companheiro Fernando Alonso.

O brasileiro até largou bem, pulando da oitava para a quinta colocação, à frente do espanhol. No entanto, mais uma vez Massa fez uma corrida burocrática e, enquanto Alonso brigava pelo pódio, Felipe tentava se manter na zona de pontuação.

Dirigentes da Ferrari já deram diversas declarações pressionando o brasileiro, que tem sua última chance de mostrar que pode ser um piloto de elite em 2011. Se continuar assim, Massa vai ser mandado embora em breve.

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A surpresa russa

O terceiro lugar de Vitaly Petrov na Austrália surpreendeu a todos na F1. Foi o primeiro pódio do russo, que tem apenas um ano na categoria. O resultado faz lamentar ainda mais o acidente de Kubica, que conseguiria ainda mais.

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Superação na Indy

Bela corrida de Tony Kanaan na primeira etapa da Indy! O brasileiro lutou o tempo todo pelas primeiras colocações e terminou em terceiro, superando todas as dificuldades que passou desde o fim da última temporada.

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Sinal verde: McLaren

A equipe de Hamilton superou todas as previsões e já é a segunda força do ano

Sinal amarelo: Rubinho decepcionou

O veterano fazia uma corrida memorável, mas acabou com suas chances ao bater em Rosberg.

Sinal vermelho: Schumacher

O heptacampeão continua passando vergonha em sua volta à F1. Andou atrás e abandonou.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Vettel x Hamilton: nasce uma nova rivalidade na F1?


Eles dois são jovens, velozes e não tem hesitam em botar a boca no mundo quando não estão satisfeitos com algo. As semelhanças não param por aí: representantes de duas das maiores escolas do automobilismo mundial (Alemanha e Inglaterra), Vettel e Hamilton são os dois mais jovens campeões da História da categoria. Parece natural que eles dominem a Fórmula 1 e isso já vem alterando os ânimos de ambos. O mais exaltado, até aqui, é Hamilton, que parece não aceitar a imensa superioridade dos carros da fábrica de energéticos.

As declarações do inglês vem evidenciando o racha entre os admiradores dos dois pilotos mais promissores do grid: uns apoiam Hamilton, afirmando que o concorrente só consegue bons resultados porque tem um carro muito melhor que os demais, enquanto outros afirmam que ele está chorando por não conseguir acompanhar o ritmo do atual campeão.

Independente de quem você apoie, é importante perceber que essa rivalidade é benéfica para a Fórmula 1. Não é à toa que a época vai lembrada pelos fãs é o fim dos anos 1980 e o começo dos 1990, fortemente marcada pela rivalidade entre Ayrton Senna e Alain Prost. O esporte precisa de grandes rivalidades e tudo leva a crer que esta é mais uma. Junte-se aos dois pilotos do nível de Fernando Alonso e Robert Kubica e pronto: temos um cenário bastante parecido com a "era de ouro" da Fórmula 1, que tinha uma acirrada disputa entre Senna, Prost, Piquet, Mansell, Schumacher e outros grandes nomes do automobilismo.

domingo, 27 de março de 2011

Lições para a Williams de Rubinho

Deu tudo errado para a Williams no fim de semana na Austrália. Rubens errou muito mais do que o de costume e Maldonado, além de não mostrar muita coisa quando teve condições, foi prejudicado pela falta de confiabilidade do carro de Sir Frank Williams que, no popular, quebra à toa.

A equipe sofreu durante toda a pré-temporada com as falhas no KERS, chegando a não pensar em não utilizar o sistema em alguns treinamentos. Desta vez, os dois carros apresentaram problemas no câmbio. Esta peça, aliás, era a grande aposta da equipe inglesa para a temporada, já que a escuderia criou uma caixa que considerava revolucionária.

No entanto, a corrida desastrosa deixa esperanças para a sequência do campeonato. Barrichello conseguia uma corrida de recuperação memorável até o acidente com Rosberg, saindo da última colocação para a nona em cerca de 20 voltas. Mais do que as ultrapassagens, o que impressionou foi o ritmo de corrida do brasileiro, que foi um dos carros mais rápidos da pista e chegou a marcar a melhor volta em determinado momento. Essa é uma novidade em relação ao ano de 2010, já que a Williams ficou caracterizada por um ritmo constante, mas que não impressionava. Espero ansiosamente pela próxima etapa, para que possamos ter uma impressão mais real do que a Williams pode fazer.

De cara, o desafio na fábrica vai ser resolver os gargalos do carro, que parece ter vários pontos críticos em seu conjunto. Se conseguir mais confiabilidade, a equipe pode subir mais um degrau e começar a incomodar Renault e Mercedes na disputa pelo quarto posto dos construtores.

Boi cansado

E o Nick Heidfeld, heim? Fez tempos absurdos durante a pré-temporada, ganhou a vaga de substituto na Renault e... Tomou um vareio do russo Vitaly Petrov na primeira corrida. Enquanto o russo conseguiu seu primeiro pódio na categoria, o veterano alemão terminou em 12° lugar, à frente apenas da Lotus (Trulli) e da Marussia Virgin (D'ambrosio), que são café com leite.

Se não bastasse o vexame, o resultado ainda deu moral para Petrov afirmar o seguinte, quando um jornalista perguntou se ele era capaz de liderar a equipe:

- Acho que não preciso responder nada, você pode ver também. Mas sim.

Realmente não tem nada para falar, Petrov. Heidfeld é um boi cansado.

sábado, 26 de março de 2011

O pulo do Touro

Como não pode deixar de ser, o assunto tem que ser o desempenho miraculoso da Red Bull, que simplesmente ignoraram os rivais. Ou melhor: ignorou, no singular, já que apenas Sebastian Vettel conseguiu uma volta de outro mundo. Aliás, esse alemãozinho de apenas 23 anos está fazendo de tudo para se tornar um dos maiores da História.

Heresia? Nem um pouco. O garotão com cara de bobo já tem nada menos que dez vitórias e incríveis 16 poles, tendo completado apenas quatro temporadas na categoria. Schumacher que se cuide, pois se tem alguém que pode bater seus números, esse alguém é Vettel.

Voltando ao assunto, o atual campeão do mundo cravou uma espantosa volta de 1:23.529, quase 9 décimos à frente de Lewis Hamilton, da McLaren, que ficou em segundo. Como não podia deixar de ser, já circulam no paddock duas teorias para explicar a enorme diferença de performance entre os Touros Vermelhos e a concorrência.

A primeira é de pura e simples falcatrua e não vem de hoje.


AFP

Repare bem na imagem. A asa dianteira do RBR fica ligeiramente inclinada nas extremidades, o que dá um ganho aerodinâmico ao carro. Desde o ano passado os demais chefes de equipe acusam o carro da Red Bull de ter uma asa dianteira móvel, mas os testes da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) jamais detectaram qualquer anormalidade, para o choro dos concorrentes.

A outra, bem mais plausível, a meu ver, é mais uma sacada de gênio do projetista Adrian Newey, "pai" de alguns dos melhores carros da História. Ao contrário das outras equipes, a Red Bull não usaria um sistema KERS (sigla para Sistema de Recuperação de Energia Cinética, em inglês) convencional. A engenhoca, que usa parte da energia gerada nas frenagens para alimentar baterias, consegue gerar uma considerável potência extra por alguns segundos, mas acarreta em um desafio para projetistas, já que altera o peso e o centro de massa do carro.

Segundo algumas especulações, Newey teria criado uma versão light do KERS, usada apenas nas largadas, que garantiria uma vantagem de 7 metros aos seus pilotos ao chegar na primeira curva. Com isso, o carro se torna mais equilibrado e se tornaria virtualmente impossível ultrapassar um RBR em condições normais de largada.

Certamente a FIA vai se manifestar nos próximos dias, mas a tendência, considerando o histórico de benevolência da entidade máxima do esporte, é que tudo acabe em pizza, para o azar dos rivais, que vão ter que virar noites em suas fábricas para reproduzir o pulo do gato de Newey. Ou o pulo do Touro.

Pisando Fundo #001

Como os mais chegados devem saber, este blog teve origem da coluna homônima que eu assino, a partir de hoje, no jornal MAIS. Para inaugurar esse espaço, portanto, nada melhor do que colocar a dita cuja por aqui. Vou fazer isso com todas.

Competição ou domínio?

Getty Images

Amigos, faltam menos de 72 horas para a temporada de 2011 da Fórmula 1 ter início e os testes deixaram dúvida: que tipo de campeonato teremos?

Os últimos anos foram emocionantes, com o título sendo decidido nas corridas finais, mas a Red Bull, do campeão Vettel, a cada dia dá mais indícios de que seu carro será muito superior.

Em 2010, a disputa se equilibrou por conta de erros da equipe, que não devem acontecer novamente. A pergunta, cada vez mais pertinente, é se teremos uma F1 de uma equipe só, como foi a Ferrari de Schumacher, a Mclaren de Senna e Prost ou a Williams de Mansell. O GP da Austrália começa a nos responder.


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Curto-circuito

A Williams de Rubens Barrichello ainda não conseguiu resolver os problemas do Kers, sistema que manda a energia das frenagens para um conjunto de baterias. A peça funciona como um turbo, aumentando a potência.

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O sufoco de Kanaan

Como não é só de Fórmula 1 que vive o automobilismo brasileiro, tenho que destacar a situação de Tony Kanaan, campeão da Fórmula Indy em 2004. Ele quase ficou sem equipe para este ano, mas assinou com a KV. Boa sorte!

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Sinal verde: Massa está bem

O brasileiro foi bem nos testes na pré-temporada e chegou a superar o companheiro Fernando Alonso.

Sinal amarelo: Ultimato ao Bahrein

O país árabe tem até 1° de maio para garantir a segurança de sua corrida, perdida com os conflitos políticos.

Sinal vermelho: Japão pode ficar sem corrida

A MotoGP já adiou para o fim do ano o GP no Japão por conta do terremoto e o mesmo pode ocorrer na F1